Mensagens e estudos cristão, como tema central a mensagem do Evangelho de Jesus Cristo. Corrente teológica: trinitária, pentecostal, não reformada, escatológica futurista.
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
Paulo era eloquente ?
Quando se analisa as cartas de Paulo e o livro dos Atos dos Apóstolos para tirarmos nossas conclusões a respeito desta questão, percebemos que não havia eloquência nem no ensino de Paulo nem em sua pregação. Paulo fornece um dos motivos que o levaram a rejeitar o discurso eloquente, palavreados rebuscados e complexos: " E a minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder; Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus" (1Co 2.4-5). Paulo não queria formatar a mensagem do evangelho dentro dos padrões filosóficos gregos de sua época, nem veiculá-la por meio de intelectualismo. Pois assim, a igreja adotaria um sistema carnal de compreensão e transmissão da mensagem. O método suplantaria a mensagem. O rótulo passaria a ser mais importante que o conteúdo, eis porque começa falando:" E EU, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria" ( 1Co 2.1).
É interessante que Paulo não só desprezava a eloquência, mas era também um servo de Jesus tímido em suas atividades ministeriais de pregação e ensino - "E foi sob fraqueza, temor e grande tremor que estive entre vós" (v.3). Tal timidez motivou críticas e desrespeito ao apóstolo - "E eu mesmo, Paulo, vos rogo pela paciência e bondade de Cristo; eu, que segundo dizem, quando vos confronto face a face sou “humilde”, entretanto, quando ausente sou “ousado” no falar;" (2Co 10.1), e "Pois, como alardeiam alguns: “as cartas dele são duras e exigentes, contudo ele pessoalmente não impressiona, e sua pregação é desprezível”(v.10). Note que, as cartas de Paulo produziram expectativas no campo da oratória desapontadas, visto que Paulo, ao chegar na igreja de Corinto, não veio no mesmo teor de persuasão de suas cartas - "ele pessoalmente não impressiona" - pode ser uma referência tanto ao seu estilo simples de pregação e ensino, como também uma referência ao seu porte físico deselegante; "e sua pregação é desprezível" - comparada à de outros pregadores que passaram por Corinto como Apolo, "varão eloquente e poderoso nas Escrituras" (At 18.24), e até mesmo uma comparação carnal com os filósofos epicureus e estóicos de Atenas que se reuniam no Areópago (At 17.18).
Lembrando, que não eram todos na igreja que criticavam a simplicidade comunicativa de Paulo, mas apenas alguns membros carnais e orgulhosos que estavam desafiando a autoridade do apóstolo (2Co 10.10). Entretanto, Paulo em sua defesa, esclareceu aos crentes de Corinto que, mesmo sendo rude (do gr. "idiotes", pessoa leiga, sem habilidade), no conhecimento, contudo, ele era autoridade : "E, se sou rude na palavra, não o sou contudo no conhecimento; mas já em todas as coisas nos temos feito conhecer totalmente entre vós"(2Co 11.6).
É importante aprendermos com o maior dos apóstolos que ministério da palavra não se exerce prioritariamente com armas da oratória eloquente, com técnicas homiléticas, e linguajar prolíficuo. Moisés, homem de lábios gaguejantes foi escolhido para ser assim, um grande instrumento nas mãos de Deus; para que o poder de Deus anulasse a sabedoria humana e o poderio dos egípcios (Êx 4.10).
BIBLIOGRAFIA:
Dic. Bíb. Strong
Bíblia: KJA/ ACF/ Palavra Chave Grego e Hebraico, CPAD.
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