Mensagens e estudos cristão, como tema central a mensagem do Evangelho de Jesus Cristo. Corrente teológica: trinitária, pentecostal, não reformada, escatológica futurista.
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
Os gentios e a Lei
Não há respaldo bíblico para a judaização dos gentios e nem para a gentilização de judeus. Cada um cultiva a sua cultura dentro do corpo indivisível de Cristo. A morte de Cristo derrubou a parede de separação entre esses dois povos (Ef 2.14). No corpo do Senhor não há diferença étnica, de gênero ou social: “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa” (Gl 3.26-29), pois quem está em Cristo nova criatura é (2Co 5.17). Ser circuncidado por mãos humanas não importa no corpo de Cristo, nem o ser incircunciso na carne também significa nada para o Senhor (1Co 7.19; Gl 6.15-16). Mesmo para o judeu de nascimento, não há, na graça, uma obrigação de guardar mais o pacto da circuncisão, a menos que a consciência alheia o exija (At 16.3; Fp 3.2-3), “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10.4).
Os gentios não são obrigados a guardar a Torá de Moisés, mas apenas os mandamentos centrais da lei (Rm 13.9,10; Gl 5.14; At 15.28-29). Pois Cristo nos colocou em liberdade – somos livres do jugo da Lei (At 15.10; Rm 7.14). Aquilo que não era possível pela Lei de Deus é possível agora pelo Espírito (Gl 5.22; Rm 8.3-4). Ora, por que devemos defender a nossa liberdade em Cristo Jesus da Lei? Porque ela foi ardorosamente defendida por Paulo (Gl 5.11). Porque tal liberdade é a base do nosso chamado (Gl 5.13).
Na igreja de Antioquia alguns irmãos sem a autorização desceram da Judéia e ensinavam os irmãos gentios sobre a necessidade da circuncisão conforme a Lei de Moisés para a salvação; e isto rendeu um bom debate e contenda, sendo o caso levado à Jerusalém (At 15.1-2). Em Jerusalém, alguns irmãos fariseus foram mais longe, sustentando, além da circuncisão, a obrigatoriedade de guardar toda a Lei de Moisés (v.5). E Pedro se opôs veemente, dizendo que este conselho seria um jugo pesado demais para os gentios e desnecessário se Deus purifica os corações pela fé: “E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: Homens irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre nós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho, e cressem. E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós; E não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando os seus corações pela fé” (vvs.7-9).
Ainda, Tiago viu a aplicação da circuncisão e da Torá como mandamento para os gentios que estavam se convertendo ao Senhor, por meio do evangelho, como um grande obstáculo à fé destes – “Por isso julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus” (v19). E com uma grande sabedoria argumentou o seguinte: “Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue, e cada sábado é lido nas sinagogas” (v.21). Com base neste versículo, posso ampliar mais o pensamento de Tiago: Se a Torá de Moisés não tem surtido efeito entre os gentios até hoje; se a Lei não tem tornado os gentios obedientes a Deus; se a lei não tem alcançado o mesmo sucesso que as boas novas nas cidades onde ela é lida; se a Lei nenhuma coisa tem aperfeiçoado (Hb 7.19); por que então submeter os gentios à Lei se eles já estão chegando ao objetivo pretendido por Deus por outro caminho à parte da Lei? Ora as Boas Novas do Senhor Jesus Cristo lograra mais sucesso que a Lei de Moisés (Jo 12.19). Para um exame mais profundo sobre a superioridade do evangelho em relação à Torá de Moisés Leia: (Rm 1.16-17; 3.21,22,31; 10.5-17; Gl 3.2-5,8-14; 3.24-25; 4.21-31; 1Tm 1.7-11; 2Tm 1.11-12; 2.8-9; Ef 2.17-18; 3.5-13; Ap 10.7). A essência da Nova Aliança é o Espírito e não um texto escrito (2Co 3.6).
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