Mensagens e estudos cristão, como tema central a mensagem do Evangelho de Jesus Cristo. Corrente teológica: trinitária, pentecostal, não reformada, escatológica futurista.
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
Vivos para Deus ou para a Lei?
As pessoas não compreendem quando Paulo diz que não estamos mais debaixo da Lei, mas sim debaixo da graça. Parece que o apóstolo dos gentios está dizendo que agora não há mais leis para obedecermos; podemos, por isso, viver pecando. Mas não. Não é isso que Paulo ensina. Ele mesmo previne seus destinatários dessas conclusões libertinas - "Pois quê? Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum. Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?"(Rm 6.15-16). Agora o modo de servir a Deus é outro. Paulo diz que para quem nos apresentamos para obedecer, nos tornarmos servos (escravos). Quando vamos até Jesus e nos apresentamos como servos seus, nossa vida passa a pertencer a ele e não mais a um sistema de leis e preceitos. É claro que quando estamos com ele e seguindo suas orientações, não quebramos nenhum mandamento moral como "não matarás", "não adulterarás", "não dirás falso testemunho", "não roubarás", "não cobiçarás", porque ele é justo, santo e perfeito. Suas orientações não nos levará ao pecado.
Homens como Davi, já no AT, tiveram um relacionamento com Deus à parte da Lei, pois a justificação destes não veio da Lei (Sl 32.1-2; Rm 4.6-8). Davi era um homem que adorava a Deus em qualquer lugar; era de oração, pois invocava o Senhor ( Sl 32.6), entendeu que sacrifícios de animais não agradavam a Deus (Sl 40.6), não via em si mesmo mérito algum diante de Deus para sua justificação (Sl 143.1-2). Possuia um espírito de fé (2Co 4.13); tinha o Espírito Santo e anelava por sua presença (Sl 51.11; Sl 139.7). Mas, enquanto isso, homens hipócritas e religiosos honravam a Deus com os lábios, mas seus corações estavam longe dele (Is 29.13), usavam a lei do divórcio para satisfazerem suas concupiscências (Mt 19.8; Ml 2.16), se opunham aos verdadeiros profetas enviados por Deus por estarem carregados de pecados (Jr 7.25), usavam longas franjas na roupa prescritas pela Lei para parecerem justos aos olhos dos homens (Nm 15.37-41; Mt 23.5). Nos dias de Joel e Malaquias os sacerdotes do altar estavam prevaricando contra Deus, profanando seu altar e sua mesa. Deus não queria que eles rasgassem suas vestes e sim o coração (Jl 2.13; Ml 1.7).
Para Paulo, não estar mais debaixo da Lei significa não mais viver controlado pelas paixões da carne despertadas pela Lei; é não estar mais debaixo de maldição, visto que tudo o que a Lei diz, diz para pecadores(Rm 3.19). Não estar mais debaixo da Lei é rejeitar a velha forma de servir a Deus proposta pela Lei (Rm 7.6) - não guardando dias ou festas, não adorando em lugares específicos como no templo, mas em Espírito e em verdade (Jo 4.21-24; Fp 3.3; Rm 12.1); não oferecendo ofertas cerimoniais e nem sacrificando animais, mas ofertando sacrifícios de ações de graças e generosidade amorosa (Hb 13.15-16).
"Contudo, agora libertos do pecado, e tendo sido transformados em escravos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação, e por fim a vida eterna" (Rm 6.22).
Portanto, se nós somos escravos de Deus, então vivemos para fazer a sua vontade. E sua vontade está revelada em Jesus. A bíblia não é um fim em si mesma. Ela aponta o amor como o cumprimento da Lei. Ela aponta o Filho como o possuidor da vida. O nosso verdadeiro alvo é o Pai, nosso verdadeiro destino. Nosso Salvador Jesus Cristo se apresenta como o caminho. Toda a religiosidade tem de ser substituída por intimidade com Cristo, relacionamento pautado na liberdade do Espírito. Pois só assim estaremos, de fato, debaixo da graça.
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